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MOBILIDADE - 21/09/2012
Versão para impressãoEnviar por e-mail| Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr |
UnB e associações apresentam propostas sobre transporte público no DF
Nesse sábado, Dia Mundial Sem Carro, pesquisadores e representantes da sociedade defendem alternativas, junto ao GDF, para ampliar e tornar mais eficiente o trânsito na região
Débora Cronemberger - Da Secretaria de Comunicação da UnB
Débora Cronemberger - Da Secretaria de Comunicação da UnB
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Até julho deste ano, Brasília contabilizou mais de 1,3 milhão de veículos emplacados, para um total de 2,5 milhões de habitantes. Essa é a maior média per capita do país: um carro para cada duas pessoas. A luta por uma oferta diversificada e eficiente de transporte público terá um marco neste sábado. No dia 22 de setembro, Dia Mundial Sem Carro, representantes da Universidade de Brasília e de associações comunitárias vão apresentar, ao Governo do Distrito Federal, projetos para integrar e aperfeiçoar a rede de mobilidade regional.
Em um encontro chamado de “Roda de Conversa”, a partir das 9h desse sábado, na plataforma superior da Rodoviária, em frente ao Conjunto Nacional, serão apresentados e discutidos os projetos de trem urbano regional, microônibus elétrico de vizinhança e tarifa única de transporte. As propostas resultam de uma parceria, estabelecida há mais de 10 anos, entre representantes comunitários e o projeto Cidade Verde, do Decanato de Extensão. “Temos de buscar alternativas para essas políticas eminentemente rodoviaristas, que geram congestionamentos e poluição cada vez maiores”, defende Maria Rosa Ravelli Abreu, coordenadora do projeto Cidade Verde e professora da Faculdade de Educação da UnB.
Maria Rosa diz que o grupo de estudos fez um comparativo dos custos para a instalação de trem urbano. “Com o investimento de mais de R$ 1 bilhão no eixo rodoviário que vai ligar o Gama e Santa Maria ao Plano Piloto, seria possível comprar mais de 50 trens, com ar-condicionado, como fez o Rio de Janeiro recentemente”, afirma a professora.
“O transporte público para grande capacidade tem de ser sob trilhos”, defende o arquiteto Armando Ollaik, que fez mestrado em Planejamento Urbano na UnB. “Os ônibus têm de ser usados em pequenos trajetos e, para fazer a interligação com os modais, deve ser usado o micro-ônibus elétrico, para alimentar as estações de metrô e o VLT”, afirma. Maria Rosa cita como exemplo o caso da China, que planeja implantar, até 2020, cinco milhões de veículos utilitários elétricos, com autonomia de bateria de 300 km.
Benjamin Soares, coordenador do grupo De Olho no Trem, de Valparaíso e Região Sul do DF, atenta para as particularidades da capital federal, que facilitariam investimentos, a menores custos, na ampliação dos eixos de mobilidade. “Brasília é a única cidade do mundo em que é possível fazer um metrô, de ponta a ponta da cidade, sem precisar derrubar ou indenizar casas. Imagina fazer uma nova linha em qualquer outra cidade, como São Paulo”, observa.
A extensão do metrô de Brasília é questionada por Ana Lúcia Mendes, prefeita da 402 Norte. “Para nós, da comunidade como um todo, mas em especial da Asa Norte, é algo que complica muito a mobilidade. Além de facilitar a vida dos cidadãos, o investimento na ampliação e em melhorias no sistema de transporte público ajudará a economia, pois os empresários não terão de lidar com vales transportes com tarifas tão altas”, argumenta.
GASTOS - Um trabalho realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), apresentado nessa quinta-feira, 20, mostra como é relevante, do ponto de vista financeiro para as famílias brasileiras, os investimentos governamentais em sistemas de transporte público de qualidade. Com base em dados de nove regiões metropolitanas (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Fortaleza, Salvador e Belém), o IPEA verificou que os moradores das áreas urbanas brasileiras comprometem aproximadamente 15% da sua renda com o transporte urbano, gastando em média cerca de cinco vezes mais em transporte privado do que com transporte público nos seus deslocamentos diários. Veja aqui o estudo do IPEA.
O estudo do IPEA conclui que não basta investir apenas na melhoria do transporte público para melhorar as condições de mobilidade das regiões metropolitanas, já que o transporte individual exerce uma grande atração entre a população. “Aliado à medida de qualificação do transporte público, os gestores devem abrir discussões sobre medidas de racionalização (restrição) do uso dos veículos motorizados individuais no dia-a-dia da população, para que haja um maior equilíbrio entre o uso do transporte público e do privado”, diz o documento.
“Estamos em uma etapa histórica da humanidade em que há alternativas tecnológicas e de custos viáveis para um novo modelo de transporte. O GDF promete instalar aqui uma fábrica de ônibus elétrico e aguardamos, com entusiasmo, a geração de empregos verdes que será possível com esse investimento”, afirma a professora Maria Rosa.
O reitor José Geraldo de Sousa Junior diz que o Dia Mundial Sem Carro é “um chamamento para uma nova solidariedade” e representa uma forma diferente de lidar com o planeta. “Esses momentos são espaços fundamentais para se congregar as pessoas pela necessidade de se criar políticas públicas que abram uma nova perspectiva de sustentabilidade”, afirma.
Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

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